A 1ª edição deu-se em 1897, pelo amigo do poeta Waldemiro Cavalcânti, que a fez atendendo a um modesto pedido seu:
Para conhecer, na íntegra, a vida e obra de Lívio Barreto,
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Um pouco dos valores da Granja - Ceará
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Artesão de Si é uma boa opção de
leitura. É só ir ao IJX e adquirir a obra.PARABÉNS, LIRA, PELA ESTREIA NO MUNDO DAS
LETRAS.

Minas” dava notícias sob grandes títulos na 1ª página. De resto, um pouco de estilo de viver era comum a todo o País, e os costumes familiares do seu Estado não diferiam muito dos da minha terra. Finalmente, fui, como você e Berenice (amiga a quem muito quero) titular da “Economizadora Paulista”, e acabei liquidando os meus “coupons” que, dada a inflação, perderam o valor... Mas, independente de tudo isso, “Infância na Granja” me agradou pelo que vale como reconstituição do meio social, com isenção e senso de humor.
...................................................................................................................................................".....Esta carta foi enviada pelo magistral poeta Carlos Drummond de Andrade ao granjense Lívio Barreto Xavier, depois que este se fixara em São Paulo e se tornara um jornalista e crítico literário respeitado, a ponto de ser chamado de mestre pelos colegas de trabalho. Lívio publicou alguns livros. É sobre um deles (Infância na Granja) que o poeta mineiro fala......Que maravilha ler Drummond, principalmente quando se refere a um conterrâneo! Afinal, não é qualquer brasileiro que tem em seus alfarrábios uma carta recebida do famoso itabirano.

*Este belo poema é de Antônio Evaristo da Paz Sá, granjense,
residente no Rio de Janeiro.A pintura acima é "Operários" - Tarsila do Amaral
...... A Pedra da Onça é uma grande formação rochosa, localizada entre a Granja e a Sambaíba, em cujo topo há uma bacia que no período chuvoso acumula bastante água, formando uma piscina natural, que recebe o precioso líquido diretamente das nuvens.
.....Lá do alto, tem-se uma vista privilegiada, apesar da sensação estranha que se sente naquele lugar ermo e exótico, principalmente para quem conhece sua história....
.....Conta a tradição que há muito tempo as mulheres dos arredores custumavam lavar roupas à beira daquele belo e insólito reservatório. Com aquela enorme laje, era um lugar ideal para baterem e quararem a roupa ao sol. Certa vez, uma dessas mulheres tendo ido para lá com sua trouxa, estava demorando muito a retornar a casa. Depois de várias horas de espera, seus familiares dirigiram-se até a pedra à procura da lavadeira. Chegando lá, depararam-se com sua roupa completamente estraçalhada, sangue e restos do seu corpo, que eram aproveitados pelos urubus. Logo perceberam claros indícios da visita de um onça, que de lá saíra saciada.

